Diastema: tudo o que você precisa saber dentes separados

O sorriso é nosso cartão de visitas e por isso, aquele espaço entre os dentes, conhecido na comunidade odontológica como diastema, pode prejudicar bastante a estética facial do paciente. Isso porque, em alguns casos, o espaço entre os dentes é grande e quando isso acontece, a harmonia do sorriso é afetada negativamente.

A boa notícia é que o problema tem solução e ela é mais simples do que muitas pessoas imaginam. O tratamento depende da origem do diastema e as indicações de tratamento são diferentes e ainda variam de acordo com a idade do paciente. Um procedimento que seria ideal para uma criança e jovem, nem sempre é a mais indicada para uma pessoa adulta.

Quer saber mais sobre o diastema, suas causas e tratamentos? Então continue a leitura deste post que daremos mais detalhes. Mas primeiro, vamos entender do que exatamente se trata o diastema

O que é um diastema?

O diastema é um espaço extra entre os dentes, que pode ocorrer entre dois ou mais dentes. Essa característica é mais comum nos dentes superiores, mas ocorre também na arcada dentária inferior. Mas o diastema incomoda mais aos pacientes quando está mais visível no sorriso, ou seja, nos dentes superiores.

Essa característica é bastante comum em crianças após perderem a dentição de leite. No entanto, nesses casos, aquele espaço extra desaparece quando os dentes permanentes nascem.

Na maioria dos casos, o diastema não é um problema grave, pois não afeta a saúde bucal do paciente, mas sua autoestima fica abalada. Isso porque algumas pessoas se sentem envergonhadas de ter os dentes separados e por isso, se sentem inseguras com seu próprio sorriso.

Já em outros casos, a correção é necessária para corrigir a funcionalidade dos dentes ou a má oclusão.

Mas nem todos enxergam o diastema como um problema e até gostam dessa característica. Famosos como a cantora francesa Vanessa Paradis, a cantora Madonna e a modelo Lara Stone tem os dentes separados como sua marca registrada, um charme que rendeu a todas um título de mulheres com uma beleza exótica.

No entanto, quem tem dentes separados, mas ao contrário das celebridades citadas não enxerga essa característica como um charme, pode recorrer a uma das diversas opções de tratamento — falaremos mais a respeito nos próximos tópicos. Primeiro, vamos entender as causas do diastema.

O que causa o diastema?

As causas do diastema podem variar bastante. Por isso, as formas de tratamento também são diferentes, dependendo do caso.

Queda ou falta dos dentes

Em crianças, quando os dentes de leite caem, o problema aparece, mas logo é corrigido naturalmente com o nascimento dos dentes permanentes. Outra causa bastante comum do diastema é a falta de dentes na arcada dentária. Com a falta de um dente, sobra espaço na boca, deixando o sorriso com o aspecto estético prejudicado.

Anormalidade do freio labial

O freio labial superior é uma dobra da membrana mucosa, geralmente de forma triangular, que vai do lábio superior à mucosa alveolar. Ele fica localizado na linha mediana, entre os incisivos centrais. Esse detalhe é visto quando levantamos o lábio superior.

O freio labial causa diastema quando ele é muito alongado e chega aos dentes superiores centrais. Nesses casos, ele impede que os dentes nasçam mais próximos, causando aquele espaço extra e muitas vezes, incômodo.

Diferença entre tamanhos dos dentes

Outra causa bastante comum desse problema é a diferença no tamanho dos dentes e da da mandíbula. Nesses casos, a abertura pode ficar para o resto da vida, a menos que  paciente faça um tratamento corretivo.

Além do espaço extra prejudicar a estética do sorriso, dentes em tamanhos diferentes também interferem nesse quesito, pois muitas vezes, esse defeito é bastante perceptível.

Respiração bucal

Esse problema é mais comum em crianças e adolescentes. Nesses casos, o paciente sofre com dificuldade para respirar por causa de obstrução nasal e como respira pela boca, há uma redução na pressão dos lábios sobre os dentes, o que contribui com a abertura dos diastemas.

Sucção de dedos e uso de chupetas e mamadeiras

O hábito de chupar os dedos, principalmente o polegar é outra causa comum do diastema. Como esse é um costume comum em crianças, o diastema causado por esse hábito é mais comum nos pequenos.

O uso de chupetas e mamadeiras também contribui para o problema, pois isso também exerce pressão sobre os dentes, alterando sua posição na arcada dentária.

Deglutição atípica

A forma que engolimos os alimentos também interfere na posição dos dentes e, consequentemente, na estética do sorriso. Isso significa que aalimentação tem tudo a ver com nossa saúde bucal, nesse caso, a forma de engolir a comida, especificamente.

Então, quando a deglutição, ou seja, a forma de engolir os alimentos não é feita de forma correta, os espaços entre os dentes podem aparecer.

Agenesia dentária

O nome é complicado, mas a explicação é simples: agenesia dentária é caracterizada pela falta de um ou mais dentes na boca. Mas nesse caso, há um espaço na arcada dentária para que aquele dente nasça, mas ele não desponta, o que dá origem a um espaço extra na boca do paciente.

Esse problema ocorre por fatores genéticos, alterações hereditárias e mudanças no desenvolvimento do indivíduo.

Dentes Inclusos

Nesses casos, os dentes ficam presos dentro do osso por algum motivo e ficam impedidos de apontar.

Dentes pequenos ou conóides

Esses dentes são aqueles que são pequenos e têm um formato de cone, quando comparados aos dentes normais. Essa característica é de origem genética e mais comum em mulheres do que em homens.

O problema, geralmente, não causa prejuízos à saúde bucal do paciente, mas para a obtenção de um sorriso esteticamente bonito, a adversidade deve ser corrigida.

Interposição lingual durante a fala

Nesses casos, quando o paciente conversa, sua língua se projeta sobre os dentes empurrando-os para frente. Esse problema pode ser causado por falta de espaço suficiente na cavidade oral ou alterações no posicionamento e na força da língua.

Doença nas gengivas

Quando a doença nas gengivas — periodontite — está em um estágio muito avançado, ela pode gerar a abertura de espaço entre os dentes. Isso porque ela ataca os ligamentos periodontais, que são responsáveis por sustentar os dentes na boca. Quando isso acontece, o suporte do dente no osso é destruído ou reduzido, fato que causa amolecimento nos dentes e aparecimento dos diastemas.

Discrepância ósseo dentária

Nesse caso, o diastema é originado devido a uma desproporção do tamanho dos dentes em relação a base óssea responsável por sua sustentação. Esse problema vem aumentando ao longo dos anos e ocorre devido às mudanças em nossa alimentação.

Hoje em dia, a alimentação é baseada em comidas pastosas ou muito moles, como salsichas e hamburgueres, por exemplo, que são bastante consumidos por crianças. Esse tipo de alimento gera uma mastigação deficiente, o que interfere no desenvolvimento dos maxilares, que ficam pequenos e estreitos.

Sendo assim, há uma discrepância de tamanho entre os dentes e as bases ósseas onde eles estão fixados.


Quais são as diferentes opções de tratamento para diastema?

Para que o problema seja tratado de forma eficaz, é preciso um diagnóstico aprofundado, que identifique os fatores que levaram ao aparecimento do diastema. Isso porque o risco de o espaço voltar é muito grande e, quando isso acontece, o paciente perde o tempo e o dinheiro que foram investidos no tratamento.

A seguir, vamos citar as formas de tratamento mais comuns em cada caso de dentes separados. Confira!

Frenectomia

Esse é o nome que se dá ao procedimento realizado para a remover ou diminuir o freio labial. Durante a cirurgia, o dentista reposiciona esse ligamento e aumenta sua flexibilidade, pois nesse caso, só é possível corrigir o diastema quando o excesso de freio labial é removido, pois caso contrário, não há como fechar o espaço entre os dentes.

Em crianças, o espaço tende a se fechar sozinho depois de algum tempo após a cirurgia. Mas adolescentes e adultos precisam recorrer ao aparelho ortodôntico para fechar o espaço extra.

Restauração com resina ou porcelana

Esse tratamento é indicado para quando o espaço entre os dentes não é muito grande, caso contrário, os resultados não serão satisfatórios. Em ambos os casos, o procedimento é bem rápido, mas a resina composta é a campeã no quesito agilidade, pois é possível fazer o tratamento em um único dia.

Já com a porcelana, são necessárias pelo menos duas sessões com o dentista para que o tratamento seja concluído com sucesso. Para fechar o diastema, o dentista aumenta a largura dos dentes, reduzindo o espaço entre eles.

A grande vantagem da restauração de porcelana é que o material não sofre alteração de cor com o passar do tempo, o que não acontece com a resina composta.

Laminados de porcelana

As lentes de contato dental e as facetas de porcelana também são boas opções para quem deseja corrigir o espaço extra entre os dentes. Os laminados são confeccionados em porcelana e aderidos na superfície dentária e, uma vez no local, não há como diferenciá-los de um dente natural.

Para fechar os espaços, os laminados são confeccionados em tamanho maior do que os dentes que receberão as próteses. Nesses casos, somente o dentista pode indicar qual dos dois procedimentos é o mais indicado para seu caso.

Botox

Em alguns casos, o tratamento do diastema é feito com o uso do Botox — toxina botulínica. Nesses quadros, o paciente sofre com hipertrofia muscular relacionada ao diastema. Isso geralmente ocorre em uma hiper função do músculo masseter, que induz o paciente a pressionar os dentes inferiores nos dentes superiores com uma força excessiva, o que gera a abertura do diastema.

O Botox atua reduzindo essa força do músculo masseter, o que ocasiona uma diminuição na pressão dos dentes. Dessa forma, o espaço entre os dentes é reduzido e em alguns casos, até mesmo se fecha.

A vantagem do Botox é que ele é um tratamento rápido e não invasivo, mas a substância precisa ser reaplicada a cada 4 ou 6 meses, pois os resultados não são definitivos.

Tratamento para respiração bucal

Quando a origem do diastema está relacionada a problemas respiratórios, o tratamento deve ser feito em conjunto com o Otorrinolaringologista, Fonoaudiólogo e Ortodontista. Nesses casos, o médico vai tratar a possível obstrução nasal, o Fonoaudiólogo fará um trabalho de treinamento da respiração e o dentista vai fazer o tratamento para fechar o espaço, com o aparelho ortodôntico.

Tratamento psicológico

Quando a criança tem o hábito de chupar o dedo é preciso um trabalho complexo para tirar esse costume dela, pois muitas vezes, esse problema está ligado a fatores emocionais. Nesse caso, a criança passa por um tratamento psicológico para somente depois, recorrer ao procedimento para fechar o diastema.

Tratamento para deglutição atípica

Nesse caso é feito um tratamento em conjunto com o fonoaudiólogo e o ortodontista. Primeiro, será feito o uso do aparelho dentário para que os dentes e a musculatura sejam reposicionados no lugar correto para somente depois, iniciar o tratamento com o fonoaudiólogo.

O objetivo do profissional é fazer um trabalho minucioso para ensinar ao paciente como deve ser feita a mastigação correta dos alimentos.

Tratamento para interposição da língua

Nesses casos é feito um tratamento em conjunto com o ortodontista e o fonoaudiólogo. O dentista vai realizar o tratamento ortodôntico para corrigir falhas na mordida, caso elas existam e posicionar corretamente os dentes, eliminando os espaços extras no sorriso do paciente.

Já o fonoaudiólogo vai fazer exercícios de fala, para que o paciente consiga posicionar a língua corretamente na hora de conversar com as pessoas. Esse tipo de acompanhamento pode ser feito tanto em crianças e adolescentes quanto em pessoas adultas.

Implantes e pontes fixas

No caso de pacientes adultos, o implante dentário pode ser indicado. Sendo assim, os dentes são extraídos, dando lugar a um implante, que vai cumprir as funções estéticas e funcionais dos dentes naturais que foram removidos.

A ponte fixa também é uma opção para pacientes adultos que desejam fazer tratamento para fechar o diastema. Para realizar o procedimento é feito um desgaste nos dentes para que a ponte fixa seja fixada sobre eles. Quando o tratamento é feito, os dentes naturais perdem sua funcionalidade, servindo apenas de suporte para as próteses.

Caso você sinta medo de dor durante qualquer um dos procedimentos, não há porque se preocupar, pois o profissional faz uso de anestesia dentária. Então, durante a realização do tratamento você não sentirá dores e, mesmo no caso dos implantes, o pós-operatório é bastante tranquilo, desde que o paciente siga as orientações do dentista.

Aparelho ortodôntico

Na maioria dos casos, o aparelho ortodôntico é o tratamento mais indicado para o fechamento de diastemas. Isso porque, em muitos casos, o fechamento do espaçamento entre os dentes prejudica a mastigação. Nesses casos, além de corrigir a posição dos dentes, o aparelho também restabelece suas funções mastigatórias.

O aparelho é mais indicado para crianças e adolescentes, mas pessoas adultas também podem recorrer ao tratamento. Para quem não gosta daquele visual metálico proporcionado pelo aparelho tradicional, há diversas opções disponíveis, tanto fixos quanto removíveis.

No entanto, quem decide se o tratamento será realizado com um aparelho fixo ou removível é o dentista e não o paciente. Entre os modelos fixos, há opções como os aparelhos de porcelana e safira, que são bem discretos, o modelo lingual, que é fixado na parte interna dos dentes e o modelo autoligado, que apesar de ser metálico, é mais discreto do que o modelo convencional e ainda proporciona resultados mais rápidos.

Como muitas vezes, fechar o diastema é um procedimento simples, o paciente ainda pode optar pelo aparelho invisível. Esse modelo trata-se de um conjunto de alinhadores transparentes, que são moldados de acordo com a arcada dentária do paciente. A vantagem desse modelo é que além de ser super discreto, ele é um aparelho removível.

O tempo de tratamento depende do tamanho do espaço entre os dentes, do modelo do aparelho e das condições de movimentação. A cooperação do paciente também é importante, pois ele deve seguir à risca as recomendações do dentista e comparecer no consultório para realizar as devidas manutenções no aparelho.

Mas o tratamento ortodôntico não termina quando o paciente tira o aparelho fixo, pois ele ainda precisa usar uma contenção para que os dentes não voltem à posição anterior ao tratamento.

Quais são as consequências de não tratar o diastema?

As consequências do diastema dependem de alguns fatores como tamanho do espaço entre os dentes, tempo em que o paciente tem o problema ou a causa dessa característica. Como você viu ao longo do texto, nem sempre o diastema é um problema somente estético, pois ele é ocasionado por outras disfunções, que devem ser corrigidas para evitar maiores dores de cabeça.

O diastema pode até mesmo levar o paciente a ter uma gengivite, que se evoluir para periodontite e não for tratada, causa amolecimento dos dentes, levando o paciente a sofrer com a perda dentária. Lembrando que a periodontite é uma doença grave que, se cair na corrente sanguínea, causando sérios problemas de saúde.

Em mulheres grávidas, a presença de periodontite em estado avançado pode levar ao parto prematuro. Isso acontece quando as bactérias presentes na inflamação nas gengivas caem na corrente sanguínea e elevam a concentração de prostaglandina — substância responsável pelas contrações do parto.

Claro que isso não significa que ter o diastema é um risco, pois esses problemas acontecem em casos específicos. Por isso, é sempre bom consultar o dentista para que ele avalie seu caso.

A correção de diastema é definitiva?

Essa é uma dúvida muito comum entre os pacientes, pois eles têm receio de que seus dentes voltem a ficar espaçados depois do tratamento. Quando o fechamento do diastema é feito por meio do uso do aparelho dentário ou com restauração com resina ou porcelana é preciso seguir as recomendações do dentista para que os resultados sejam duradouros.

Caso o profissional indique o uso da contenção, você deve seguir as orientações dele e usar o acessório durante todo o período indicado.

Posso manter o diastema?

Claro! Desde que você se sinta confortável com a aparência de seus dentes e essa característica não afete sua saúde bucal. Veja o exemplo das celebridades citadas no início do artigo, como a modelo Lara Stone, que fez desse “defeito” sua marca pessoal.

No caso dela e de outras pessoas que mantém o diastema, o afastamento dos dentes interfere apenas na estética do sorriso e, quando esse fato não incomoda, não há necessidade de fechar esse espaço.

Mas é preciso conversar com seu dentista a respeito, pois apenas ele pode dizer a você se manter o seu sorriso com o diastema é viável ou não.

Existem formas de evitar o diastema?

Os cuidados para evitar o problema devem começar desde cedo, por isso, é importante levar as crianças ao dentista logo que começam a nascer os primeiros dentinhos. O ideal é fazer a prevenção dos dentes de leite, avaliando periodicamente o crescimento facial da criança para que seja feita uma intervenção ortopédica, caso haja necessidade.

O tratamento ortopédico é feito com associação ou não ao uso do aparelho ortodôntico, isso depende de cada caso. Durante o acompanhamento da criança, o dentista observa também se há presença de dentes supranumérarios — dentes em excesso — ou mal posicionados na arcada e se há alguma anomalia como cistos, que geram mal posicionamento dos dentes e dos tecidos periodontais.

Como você viu, nem sempre o diastema é um problema grave, mas é importante consultar o dentista quando essa característica é identificada. Isso porque, ele vai estudar as causas de os dentes serem separados e propor a melhor solução para o problema.

Mas, caso o diastema seja apenas uma característica estética, que não incomode você e não afete sua autoestima, o tratamento não é obrigatório. Nesse caso, se você gosta e acha que desse detalhe é até um charme, que deixa sua aparência mais atraente, pode deixá-lo sem problema algum. No entanto, o que deve prevalecer é a opinião do profissional a respeito do diastema e não a do paciente.

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RT. CRO-GO-EPAO-425 C.D. Luis Francisco Coradazzi CRO-GO-CD-7747

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