A expressão extração de dente do siso” costuma gerar medo em muitas pessoas. Isso acontece porque elas acreditam que a cirurgia é um procedimento complexo e que traz dor e muitos dias de resguardo.

Mas, felizmente, os casos complexos são os menos comuns de aparecer em consultórios. Em geral, a recuperação dos pacientes é bem tranquila, principalmente quando todas as recomendações do dentista são seguidas.

Atualmente, existem técnicas — que são usadas pelo CCO — que simplificam o procedimento, minimizando o trauma cirúrgico, bem como as complicações do pós-operatório.

Continue lendo e veja tudo o que é preciso saber sobre extração do terceiro molar, popularmente conhecido como dente do siso, com informações detalhadas sobre o assunto.

Neste guia sobre extração de dente siso, você lerá:

1. O que é dente do siso?

2. Quais são os tipos de dente siso?

3. Quando os dentes do siso precisam ser extraídos?

4. Como funciona a cirurgia de extração de dente do siso?

5. Cuidados no pós-operatório do dente do siso

6. Como funciona a extração do dente do siso para quem usa aparelhos?

7. Quando não é preciso extrair os dentes do siso?

8. Como deve ser a escovação dos dentes do siso não extraídos?

9. Quais outras recomendações é preciso conhecer?

Conclusão

1. O que é o dente do siso e quais tipos existem?

O que é o dente do siso e origem do nome?

O que conhecemos como “dente do siso” o dentista conhece como terceiro molar. Isso porque, tanto na arcada dentária superior quanto na inferior, possuímos três dentes molares de cada lado e o siso é o último deles — por isso terceiro molar.

Assim, é correto dizer que o siso pertence ao trio de molares, que são os dentes que trituram os alimentos mais duros, como as carnes, na etapa final da mastigação. Ao todo, temos quatro dentes do siso.

Curiosidade

O nome siso vem, justamente, do outro apelido que ganharam: “dentes do juízo”, pois eles nascem na idade que antigamente se dizia para os adolescentes terem juízo. Mas isso é apenas curiosidade.

Quando os dentes do siso nascem?

Bom, a esta altura do texto já não é mas novidade os dentes do siso são os últimos a nascer — entre 15 e 21 anos de idade. Mas não é surpresa para os dentistas se depararem com terceiros molares que nascem após essa idade. Aliás, é cada vez mais comum que alguns deles nem nasçam. Essa seria uma vantagem para jamais precisar fazer a extração do dente do siso.

► Para saber mais, leia também:  Confira 7 sinais clássicos de que o siso está nascendo!

Por que às vezes os terceiros molares não nascem?

Cronologicamente, todos os dentes nascem de acordo com a necessidade de mastigação. Ou seja, quando somos mais jovens não mastigamos alimentos tão duros. Por isso, os dentes do siso nascem mais tarde.  

A razão é, na verdade, a evolução humana, pois os terceiros molares já não são tão necessários para a mastigação como foram antigamente. Isso porque, atualmente, os alimentos que consumimos são mais macios e, com isso, o desenvolvimento dos maxilares se alteram ao longo do tempo. Essas alterações diminuíram o espaço que é reservado para o nascimento dos terceiros molares.

E é também a evolução que explica que muitas pessoas nem possuam os terceiros molares. Outras vezes, eles existem, mas não nascem, ou melhor, não eclodem. Nesses casos, existem duas possibilidades:

  • o dente permanece incluso e não causa prejuízo aos demais.
  • o dente causa vários problemas, culminando com a extração do dente do siso.

2. Quais são os tipos de dente siso?

Sisos inclusos ou semi-inclusos

sisos podem ser inclusos ou semi-inclusos

É bastante comum que o dente do siso não aponte totalmente ou parcialmente para fora. No primeiro caso, ele fica incluso e no segundo, semi-incluso. Quando isso acontece, o dente fica impactado, torto e algumas vezes retido dentro do osso maxilar.

Um dente incluso pode ficar na horizontal (deitado) dentro do maxilar, contribuindo para o surgimento de infecções e dificultando o processo de extração. Mas quando o dente do siso está semi-incluso, uma parte dele está aparecendo pra fora da gengiva, mas grande parte ainda está no interior da gengiva.

Ambas as situações se dão quando falta espaço na arcada dentária para que o dente do siso se encaixe no lugar certo para nascer — atrapalhando seu desenvolvimento. Nesses casos, o dente passa a empurrar os dentes que estão ao lado dele em uma tentativa natural de se encaixar no seu devido lugar. Com isso, algumas situações podem acontecer:

  • cáries (quando o siso está encostado no dente ao lado);
  • infecções ao redor do dente;
  • desalinhamento dentário

Sisos com cárie

Se um dente siso está com uma cárie muito profunda — daquele tipo que requer um tratamento de canal — a extração de dente do siso é sempre a melhor opção. Isso porque, o investimento para fazer sua restauração é muito custoso financeiramente e o tratamento muito trabalhoso. E, como vimos anteriormente, os últimos molares não são essenciais para a mastigação, fazendo com que o investimento não valha a pena.

Sisos com lesões císticas

Embora incomum, cistos podem ser formados no local em que os sisos se localizam. Essas lesões císticas levam à destruição dos ossos alveolares (camada de tecido ósseo que circunda os dentes). Com isso, tem-se a saúde dos dentes próximos prejudicada.

Sisos com pericoronarite

O nome pode até ser complicado, mas a pericoronarite nada mais é que uma inflamação dos tecidos moles localizados ao redor de um dente. Esse problema pode acontecer durante a erupção (nascimento) de um dente e é mais frequente em dentes do siso “de baixo”. Isso porque, o siso da arcada inferior fica com um espaço maior do que os outros dentes, entre ele e a gengiva, favorecendo o problema.

Esse espaço maior propicia o acúmulo de restos de alimentos. E como é mais difícil escovar os dentes do siso da forma adequada, a união de restos alimentares e bactérias que vivem na boca é um dos fatores de complicações do problema.

Ainda que não seja um problema muito grave, a pericoronarite pode se espalhar para os dentes dos lados, causando infecções mais graves e difíceis de serem tratadas.

3. Quando os dentes do siso precisam ser extraídos?

Em geral, o nascimento do dente do siso vem acompanhado de alguns incômodos, sobretudo, se não houver espaço para que ele se encaixe com perfeição na arcada dentária.

Sinais de que você está com problemas no dente do siso

A cirurgia do dente do siso é absolutamente necessária quando esses dentes causam muitas dores e constantes inflamações nas gengivas. Os sintomas mais comuns são:

  • abscessos devido à erupção dos sisos;
  • dificuldade para abrir a boca;
  • pressão nos maxilares;
  • dores de cabeça;
  • enxaquecas;
  • dores de ouvido.

Muitas vezes, o paciente já chega ao consultório com uma grande inflamação ou mesmo infecção, fazendo com que a extração do dente do siso seja absolutamente necessária.

Esses são os principais sintomas mostram que extrair o dente do siso é importante para você. Porém, não é preciso esperar o dente incomodar para procurar um dentista que verificará a necessidade de extração. Isso porque, a extração de detendo siso é um procedimento muito vantajoso, pois esse dente interfere na saúde e na estética bucal.

Causas dos incômodos com os dentes do siso

Os principais fatores que levam aos incômodos nos dentes do siso são:

  1. acúmulo de restos de alimentos: causado pelo difícil acesso para higienização correta com escova de dentes e fio dental, o que atrai bactérias que se multiplicam rapidamente. Essa condição pode causar cáries, inflamação/infecção, dor no local e mau hálito;
  2. infecção no osso: ocorre quando o siso está em posições incorretas (de lado, deitado, na diagonal ou de ponta cabeça);
  3. inflamações e infecções assintomáticas: sim, o paciente pode estar com uma infecção na gengiva, na raiz dos dentes e mesmo nos ossos da face e nem saber disso. Aqui reforçamos a importância de visitar o dentista regulamente, pois esse problema pode ser detectado com uma avaliação do profissional;
  4. mordida desalinhada e dentes tortos: se ele não irromper (nascer) em um espaço adequado, afetando a estética do paciente. Isso é um problema principalmente se você já usou aparelho, pois o siso certamente mexerá com a sua arcada.

4. Como funciona a cirurgia de extração de dente do siso?

tudo sobre a extração dos dentes siso

 

1. Idade ideal para extração do siso

A idade mais recomendada para a retirada do dente do siso é entre 15 e 20 anos. Isso porque, em geral, nessa fase, a raiz do dente ainda não está totalmente formada. Com isso, a retirada do dente é mais fácil. Além disso, a cicatrização e a recuperação do paciente ocorrem mais rápido.

► Para saber mais, leia também: Dentes do siso: por que tirar antes dos 20?

2. Avaliação pré-operatória

Tudo começa com uma solicitação da documentação ortodôntica pelo ortodontista ou cirurgião-dentista. Essa documentação servirá para verificar o espaço que a sua arcada dentária possui para abrigar o siso.

A documentação pode ser bem variável, a depender do caso. Assim, pode ser pedida somente uma radiografia panorâmica a até outros exames de imagens. Com isso, o dentista identificará:

  • como está a raiz do dente;
  • a determinação exata da posição do terceiro molar;
  • se o mesmo se encontra muito perto dos nervos da face.

A partir dessas três informações, o profissional avalia a necessidade de extração de dente do siso e como o procedimento será feito.

3. Cuidados pré-operatórios do dente do siso

Sabia que, enquanto se prepara para a sua extração de dente do siso, você pode tomar algumas medidas para aliviar a dor? São elas:

CUIDADOS PARA O DENTE SISO

 

►Todas essas dicas estão melhor explicadas no nosso post: Siso: 6 formas de aliviar a dor!

No dia anterior à cirurgia, faça refeições leves e evite fumar e tomar bebidas alcoólicas já na semana anterior. Além disso, evite usar medicamentos que contenham ácido acetil salicílico (aspirina).

No dia da extração, escove bem os dentes e passe o fio dental. Se o local estiver infeccionado, o cirurgião-dentista ainda iniciará um tratamento prévio com antibióticos e anti-inflamatórios. Isso evitará possíveis infecções e inflamações com edema (inchaço) resultantes do procedimento.

Mas não tome esses medicamentos se o dentista não prescrever. É bom lembrar, que há casos em que essas medicações não são necessárias.

Agora passemos à extração propriamente dita…

4. Fases da extração do dente do siso

Fase 1: a anestesia

O cirurgião-dentista aplica uma anestesia local antes de começar o procedimento. Você não perderá a consciência, a anestesia apenas barra a sensibilidade na região da boca onde o dente será extraído por algumas horas.

No entanto, em casos raros, pode ser preciso o uso de anestesia geral, onde o paciente permanece sedado. Ela é usada para a extração de dente do siso em ambiente hospitalar. Mas fique tranquilo, em nenhum dos casos o paciente não sentirá dor.

► Para saber mais, leia também:

Fase 2: a extração do siso

Existem duas possibilidades para fazer a extração do dente do siso. Uma delas, é quando o dente do siso já nasceu, ou seja, é como fazer a extração de qualquer dente. A outra se aplica quando o dente está incluso ou semi-incluso.

Nestes casos, é preciso fazer uma incisão na gengiva para que seja removido parte do osso que recobre o dente. Esta etapa compreende:

Instrumentação

O cirurgião-dentista usa alguns instrumentos durante a extração de dente do siso. São eles:

  • Alavanca: serve para amolecer o siso.
  • Fórceps dentário: instrumento que envolve a coroa do dente para retirá-lo.

Tempo de duração

A extração de dente do siso leva entre 5 e 30 minutos por cada dente retirado e disso depende a situação de cada siso. O paciente, que deverá estar acompanhado, vai para casa assim que a extração foi finalizada, ou seja não é preciso ficar internado.

Fase 3: a realização dos pontos

No lugar do dente do siso for extraído restará um espaço vazio pela ausência do terceiro molar. Dessa forma, é preciso fechar o local com pontos (suturas). Há dois tipos de pontos que podem ser usados, os tradicionais e os reabsorvíveis

Os primeiros são retirados em aproximadamente uma semana. Já os fios de sutura reabsorvíveis (absorvidos pelo organismo) não precisam ser removidos. 

Para saber mais, leia também: 

5. Cuidados no pós-operatório do dente do siso

como é o pós operatório na extração do siso

 

Duração

Todo pós-cirúrgico é um período incômodo. Assim, com a extração do dente do siso não seria diferente. Porém, será, na grande maioria das vezes, um pós-operatório curto, durando apenas 3 a 4 dias.

Repousar por esse período é fundamental no pós-operatório. Por isso, os exercícios físicos estão proibidos nesse período. Mas é importante fazer pequenas caminhadas, em casa mesmo.

Medicações e demais cuidados

Nesse período, o paciente toma analgésicos para que não sinta dores após o efeito da anestesia passar (e às vezes anti-inflamatórios e/ou antibióticos) — todos prescritos pelo cirurgião-dentista.

Também é fundamental utilizar gaze no local da cirurgia. Ela deve ser usada pressionando o local suavemente com sua própria mordida (dente contra dente). Essa atitude evitará sangramentos.

Alimentação

Outra atitude que colabora para evitar hemorragias, bem como o inchaço, é o tipo de alimentação. Assim, o paciente só pode consumir comidas frias e geladas e de consistência pastosa.

Higienização

Higienizar adequadamente o local, também é indispensável. Faça bochechos com o antisséptico que o cirurgião-dentista prescreveu (ele poderá ser um pouco diferente do enxaguatório bucal que você já está acostumado a usar, ou poderá ser ele mesmo, a critério do dentista e da extensão da cirurgia) três vezes ao dia até a remoção dos pontos.

Além disso, use escova de cerdas macias e tome cuidado para não “bater” o lado sem cerdas da escova no local da cirurgia — isso, quando estiver escovando os dentes da arcada contrária à que teve o dente extraído. Lembre-se que há pontos cirúrgicos nesse local!

Para saber mais, leia também: 

5 Dicas para a higienização correta pós-extração de dente do siso:

  1. nas primeiras 24 horas, não passe a escova em volta da área do dente extraído;
  2. use pouco creme dental, que pode provocar ardência;
  3. na escovação, faça movimentos bem suaves, prevenindo ferir o local da cirurgia;
  4. o fio dental deve ser usado com movimentos leves e cuidadosos e evite a área da cirurgia nos primeiros dias do pós-operatório;
  5. use o antisséptico recomendado pelo seu dentista.

Por esta ser uma etapa fundamental para o sucesso da sua cirurgia, recomendamos um artigo completo, que produzimos, sobre como deve ser o pós-operatório da extração de dente do siso. Então, não deixe de conferir: O que você precisa saber sobre o pós-operatório para siso?

6. Como funciona a extração do dente do siso para quem usa aparelhos?

Algumas pessoas que colocam aparelho ortodôntico precisam extrair os dentes do siso. Essa extração é necessária quando o ortodontista avalia que é preciso liberar espaço para o correto alinhamento dos dentes na arcada dentária e quando terceiros molares prejudicam a movimentação (dos dentes) provocada pelo aparelho.

7. Quando não é preciso extrair os dentes do siso?

É cada vez mais incomum (de novo por causa da evolução da espécie e também porque as pessoas e os dentistas entendem a necessidade de sua extração), que as pessoas tenham todos ou alguns dentes do siso na boca e permaneçam com eles por toda a vida.

Mas pode acontecer de uma pessoa ficar com um ou mais dentes do siso na boca, pois nem sempre a extração é necessária. Neste caso, é muitíssimo importante que a escovação desse(s) dente(s) seja muito bem feita e que a pessoa passe o fio dental corretamente. Isso porque, devido à sua posição, ele pode vir a apresentar problemas no futuro.

8. Como deve ser a escovação dos dentes do siso não extraídos?

Além de todos os problemas que os dentes do siso podem causar, seu processo de higienização também pode causar problemas se não for feito da forma adequada.

Se o dente nasceu completamente (ou seja, não há uma parte dele que é inclusa), basta escová-lo como faz com os outros dentes, mas dando maior atenção a ele. A escova de dentes precisa ficar mais inclinada para que todas as áreas do dente sejam alcançadas. Uma escova com a ponta da cabeça bem anatômica (afilada) poderá ajudar nesse processo.

Uma escova interdental do tipo unitufo ou as escovas infantis auxiliam na limpeza do dente siso, por possuírem uma cabeça muito menor, podendo facilitar a higiene dos pacientes que têm abertura de boca limitada.

Mas lembre-se, se fazer a higiene do terceiro molar está difícil, a extração do dente do siso pode ser a melhor solução para você se antecipar dos problemas que esse dente pode causar a você. Converse com seu dentista sobre isso!

9. Quais outras recomendações é preciso conhecer?

Medicamentos

Os medicamentos prescritos antes e após a extração prescritos pelo dentista devem ser tomados corretamente. Se os remédios não estiverem ajudando no processo, ligue para o dentista e peça que ele troque de mediação —  nunca se automedique! 

Outras recomendações

  • Há maneiras de evitar sangramentos após a extração de dente do siso. São elas:
  • não fique cuspindo a todo o tempo, mesmo que sinta essa necessidade. 
  • se houver hemorragia, coloque uma gaze estéril na área operada e morda para pressionar o loca parando o sangramento. 
  • evite cigarro e a bebida alcoólica até que o corte cicatrize.
  • não deixe de comparecer à consulta para a retirada dos pontos e para que o dentista avalie o processo de cicatrização da cirurgia.

Conclusão

Por tudo o que vimos no nosso texto “Extração de dente siso: Guia completo da extração do terceiro molar!“, extrair o dente do siso é uma ótima maneira de se livrar de problemas que esse dente pode vir a dar no futuro. E se você acredita que está na hora de avaliar uma extração de dente do siso, agende uma avaliação com um especialista agora mesmo!

A falta de um ou mais dentes na arcada dentária faz muita diferença na vida de uma pessoa, tanto esteticamente quanto para mastigar os alimentos, lembrando que a digestão começa na boca, por isso a importância de ter todos os dentes. A boa notícia é que já existe um tratamento definitivo para isso, o implante dentário.

E se você acredita ser um candidato ao procedimento, preparamos um material completo sobre o assunto, com informações claras e precisas e indicações de links (do nosso próprio site) que se aprofundam em cada tema. Não perca nada!

Neste guia sobre implante dentário, você lerá:

1. Como surgiu o implante dentário atual?

2. O que é implante dentário?

3. Quais os tipos de implante dentário?

4. Quando o implante dentário é indicado?

5. Quais os benefícios do implante dentário?

6. Como funciona o implante dentário?

7. O implante dentário pode ser feito logo após a extração do dente? (Implante de carga imediata)

8. Qual o implante mais adequado para mim?

9. Como funciona o implante dentário?

10. Quais são os cuidados no pós-operatório do implante dentário?

11. Como deve ser a manutenção do implante dentário?

1. Como surgiu o implante dentário atual?

Em odontologia a modernidade caminha a passos largos. Com relação ao implante dentário, por exemplo, as técnicas e possibilidades são muitas e todas elas melhoram a qualidade de vida do paciente.

O implante como o conhecemos hoje, com base de titânio, surgiu nos anos 60, na Suécia, e pelas mãos do professor Per-Ingvar Branemark. Ele percebeu que o titânio possibilitava a osseointegração, o que não acontecia com outros materiais, os quais eram muito suscetíveis à rejeição.

Com o surgimento do implante de titânio, subiu para 95% a taxa de sucesso de um implante dentário. Os 5% de problemas com o implante surgem de maneira individual, como pela má higienização, por exemplo.

A partir dessa década, as técnicas foram sendo aprimoradas e vários tipos de implantes surgiram. A seguir, entenda o que é implante dentário e quais seus tipos, além de entender como escolher a melhor técnica para você. Confira!

2. O que é implante dentário?

Implante dentário é um tratamento ortodôntico que veio para solucionar de vez o constrangimento e os problemas funcionais de perder um dente. Em seu lugar, é colocado um “dente” feito de pinos feitos, em geral, de titânio.

Este material é posicionado no osso mandibular, tendo uma estrutura muito parecida à de um parafuso comum. Desta forma, este pino serve como a estrutura para a colocação da prótese de resina ou de porcelana.

Como a base é feita de titânio, não causando rejeição ou alergia no paciente. É permitido que o cirurgião-dentista molde um dente artificial sobre a estrutura metálica com a intenção de completar o arco dentário.

A fixação do implante pode ser feita de duas formas:

Tradicional 

Realizada por uma incisão gengiva, permite que o profissional visualize o osso. Assim que for feita a implantação, é feita a sutura.

Guiada

Nesta forma, o implante é feito através de um guia cirúrgico projetado por tomografia computadorizada. A inserção é feita por um pequeno furo na gengiva, sem a necessidade de incisões.

O implante guiado é, atualmente, o mais utilizado por ser menos doloroso para o paciente, e a recuperação é mais rápida.

3. Quais os tipos de implante dentário?

O que poucas pessoas sabem, é que o implante dentário pode ser de vários tipos. A modalidade escolhida pelo profissional irá depender de cada caso. Por isso, é necessário ir até um bom profissional, que fará a melhor escolha possível.

Implante unitário fixo

O chamado implante unitário fixo é indicado em casos de implante de apenas um dente. Este é o tipo de procedimento mais realizado atualmente.

Neste caso, realiza-se a colocação da estrutura de titânio por meio de uma cirurgia. Após cerca de três meses, a prótese definitiva é parafusada ou cimentada na estrutura de titânio. Este período é chamado de osseointegração.

Dois implantes para três dentes

O procedimento de realização do implante dentário para três dentes é parecido com o implante unitário. Este caso é indicado para pessoas que precisam repor três dentes.

Funciona da seguinte maneira: o dentista analisa a estrutura da gengiva e do osso do paciente como no primeiro tipo. A única diferença é que, ao invés de fazer três implantes, ele fará apenas dois. Assim, após o procedimento, é colocada uma ponte de porcelana que cobre três dentes.

Overdenture

No implante dentário denominado overdenture, são colocadas duas estruturas de titânio. Sobre as duas estruturas é localizada uma espécie de dentadura, a qual é chamada de prótese total.

A grande vantagem desta modalidade é justamente o custo benefício, sendo muito mais barato do que fazer um implante de todos os dentes.

Todos os dentes em quatro implantes

Chamada comumente de “All on four”, esta modalidade é indicada em casos de pacientes sem nenhum dente. Nessa modalidade, são colocados quatro implantes, a partir dos quais será estruturada uma prótese completa de todos os dentes.

Na maioria dos casos, a prótese é feita com 12 dentes e parafusada aos implantes que são colocados no paciente. Neste caso, a grande vantagem é que o resultado fica mais natural e deixa a mastigação muito mais estável.

Todos os dentes em seis implantes

Esta modalidade de implante dentário é muito parecida à anterior, porém, conta com seis implantes para estruturar todos os dentes.

Implantes zigomáticos

Este tipo de prótese é indicado em casos de pacientes com atrofia alveolar maxilar. Nestes casos, o implante é localizado na região do osso da maçã do rosto.

A alternativa é interessante e representa mais autoestima, facilidade de mastigação e melhoria de estética ao paciente.

4. Quando o implante dentário é indicado?

A aplicação do implante dentário é indicada em casos de perda de dente ou necessidade de remoção. Pode ocorrer em pessoas que tiveram seus dentes danificados em acidentes, gengivites ou até mesmo queda por outros problemas.

Além disso, em alguns casos, o dente do paciente ainda não caiu, mas precisa ser removido. Sendo assim, o dentista faz a remoção e já realiza a colocação do implante dentário.

O implante dentário é indicado em dois casos:

Paciente que perdeu os dentes

Independentemente do motivo, se uma pessoa perdeu um ou mais dentes e possui uma estrutura óssea saudável, ela pode fazer um implante dentário. Muitas dessas pessoas já utilizam prótese fixa ou ponte. Para elas, o implante também pode ser indicado. 

Paciente com dentes comprometidos

Existem casos em que o paciente ainda não perdeu seu dente, porém, ele está comprometido pelas seguintes razões:

  • dentes com danos estéticos, como manchas muito escuras;
  • pacientes com problemas sérios de mastigação;
  • dentes com raízes prejudicadas por doenças, como as cáries em estágio avançado ou periodontite;
  • pacientes que precisam da correção de dentes posicionados de forma inadequada, não corrigível por aparelho ortodôntico.

É essencial entender que o paciente precisa estar com a saúde em dia para que possa passar pelo procedimento cirúrgico. Por isso, o dentista fará uma análise geral da boca e da arcada dentária, incluindo a execução de raios-x, tomografia computadorizada em diversos ângulos e fotos.

Principais causas da queda dos dentes

Dentre os principais motivos da queda dos dentes, estão:

Periodontite e gengivite grave

A periodontite e a gengivite são infecções na gengiva que podem causar graves problemas. Na maioria dos casos, estas doenças são resultado de maus hábitos de higiene.

A falta de escovação e uso de fio dental fazem com que a gengiva acumule bactérias. Com isso, a gengivite se instala e pode levar os dentes a ficarem moles e caírem.

O mais indicado para evitar este quadro é escovar os dentes logo após as refeições e usar o fio dental pelo menos uma vez ao dia. Além disso, visitar o dentista com frequência e fazer limpeza nos dentes é essencial.

Cáries

Você sabia que as cáries também podem levar à perda dos dentes? O problema também é causado por bactérias que se acumulam entre as cavidades dos mesmos.

Quando não tratada, a cárie pode atingir estágios avançados, causando dor extrema e podendo levar à perda dos dentes. O problema é motivado pelo hábito de comer entre as refeições, ingerir bebidas muito açucaradas e falta de higiene bucal.

Para evitar o problema, o indicado é escovar os dentes após todas as refeições e usar o fio dental. Outra medida essencial, é visitar o dentista com regularidade para checar a saúde dos dentes e fazer uma limpeza semestral. Ele pode, ainda, fazer uma aplicação de flúor nos dentes para mantê-los protegidos.

Bruxismo

O bruxismo é um problema muito comum, relacionado ao ato de ranger os dentes, principalmente durante a noite. O ranger de dentes nem sempre acontece de forma consciente, podendo ter suas causas baseadas no desalinhamento da arcada dentária e problemas psicológicos.

Pacientes com bruxismo possuem um grande risco de perderem os dentes, visto que o movimento de ranger de dentes faz com que a raiz fique mole. A prevenção é feita com o uso de uma placa feita pelo ortodontista.

Trauma dental de impacto

O trauma dental de impacto está relacionado, na maioria dos casos, a acidentes em que os dentes são atingidos. Todo o impacto nos dentes pode levar a um traumatismo dental.

Existem vários tipos de traumatismo. Na maioria dos casos, o dente fica com mobilidade, ou seja, fica mole. O correto, nestes casos, é que o indivíduo procure um dentista imediatamente.

Medicamentos e terapias

O uso de alguns medicamentos e procedimentos terapêuticos também pode fazer com que os dentes fiquem comprometidos. Isso porque, alguns medicamentos e tratamentos fazem com que a boca fique seca.

Este ressecamento transforma a cavidade oral em um ambiente propício para que as bactérias se instalem. Além disso, determinados tipos de remédios podem causar úlceras, dormência e até mesmo formigamento na boca.

Entre eles estão os anti-histamínicos, descongestionantes, antidepressivos e remédios para pressão alta.

Uma dica para prevenção deste quadro é informar o seu dentista sobre os remédios que você está tomando. Ele poderá indicar maneiras de amenizar os efeitos colaterais dos medicamentos.

► Para saber mais, leia também: Perda de dentes: tudo que você precisa saber sobre o assunto

5. Quais os benefícios do implante dentário?

A primeira grande vantagem oferecida pelos implantes é a estética do paciente. Ter um sorriso bonito é extremamente importante e pode mudar completamente a autoestima de uma pessoa.

Com isso, o implante dentário oferece mais segurança ao indivíduo, pois não há riscos da queda da prótese ou da dentadura. Como é um procedimento feito diretamente no osso, o paciente consegue ter mais liberdade para sorrir e conversar.

Entretanto, não é apenas a autoestima do paciente que se transforma. A qualidade de vida também, visto que há uma grande melhoria da mastigação. Com isso, o ato de se alimentar é bastante melhorado.

Isso porque, com a falta de dentes ou com problemas na arcada, os pacientes sofrem muito para comer e mastigar. O implante é a solução nestes casos.

6. Como funciona o implante dentário?

Entenda o passo a passo da colocação do implante:

Passo 1: Incisão da gengiva

Após o paciente estar devidamente anestesiado com a anestesia local, o dentista fará uma pequena incisão na gengiva. O corte é feito exatamente no local do implante para que o cirurgião possa ter acesso ao leito ósseo do paciente.

Passo 2: Perfuração do osso

Assim que o cirurgião tiver um bom acesso ao leito ósseo, ele irá fazer a perfuração do osso com uma pequena broca. O procedimento é totalmente indolor, visto que o paciente está anestesiado.

Passo 3: Colocação de tampa de proteção

Assim que o dentista perfurar o osso, o implante de titânio é colocado na cavidade e coberto com uma tampa de proteção.

Passo 4: Sutura

Por fim, o cirurgião fará a sutura, ou seja, dará pontos na região da gengiva.

Passo 5: Colocação da prótese (reabertura)

A colocação da prótese permanente só ocorre após três ou até seis meses da colocação do implante de titânio. Essa etapa é chamada fase de reabertura e depende do tempo que o corpo do paciente leva para integrar o pino ao osso.

No último passo, o extensor do pino de titânio é colocado onde a coroa será fixada, ou seja, o dente (prótese) propriamente dito.

► Para saber mais, leia também:  

1. Veja as etapas do implante em detalhes

2. Saiba como funciona a reabilitação oral com implantes dentários

3. Como é definido o preço do implante dentário?

7. O implante dentário pode ser feito logo após a extração do dente? (Implante de carga imediata)

Sim. Após a extração, a reposição dentária precisa ser imediata. E uma das melhores opções disponíveis é o implante dentário.

Neste caso, é utilizada a técnica de implante imediato, que funciona como qualquer outro, com um pino de titânio instalado no osso fazendo o papel de raiz do dente.

E pode ser feito tudo no mesmo dia. Assim, em apenas uma cirurgia, é possível solucionar o problema dentário (com a extração do dente) e já instalar o implante de titânio imediatamente.

Se o implante instalado possuir um bom ósseo, é possível instalar uma prótese provisória sobre o implante, configurando a técnica de implante de carga imediata. Se isso não for possível, espera-se um período para a osseointegração, para fixar a prótese dentária posteriormente.

A principal vantagem de fazer o implante dentário na mesma cirurgia de extração é o conforto para o paciente, que lidará com apenas um processo e um pós-operatório. Outra vantagem é a aceleração do tratamento.

Além disso, com a técnica, evitar a retração gengival, a reabsorção óssea, bem como o desalinhamento da mordida.

► Para saber mais, leia também: Cirurgia de implante dentário, conheça os mitos e verdades!

8. Qual é o implante mais indicado para mim?

Descobrir qual o implante dentário ideal para você vai depender muito da sua necessidade. A primeira coisa a ser analisada é: quantos dentes preciso implantar?

Se você precisa implantar apenas um dente, o ideal é que seja colocado o implante fixo unitário. Se você precisa ter todos os dentes implantados, pode optar pela overdenture ou até mesmo por todos os dentes em seis implantes.

O mais indicado neste caso, é procurar um cirurgião dentista de qualidade, que possa analisar o seu caso de forma isolada.

Implantes dentários são peças fixadas sobre a mandíbula, fazendo o papel de uma raiz, para firmar os dentes. No procedimento, o paciente precisa de anestesia, já que é feita uma intervenção para colocá-las em cima do osso.

E existe uma solução para quem não possui uma região apropriada para receber os implantes. Nestes casos, é feito um enxerto ósseo dentário para a instalação de implantes. Saiba mais!

9. Quais as contraindicações para o implante dentário?

Realizar o sonho de ter um ou todos os dentes de volta é uma grande conquista. Mas, infelizmente, algumas contraindicações podem impedir a continuidade do tratamento. São elas:

  • Ausência de espaço entre os dentes
  • Idade insuficiente
  • Diabetes descompensada
  • Tabagismo
  • Tumores
  • Osteoporose
  • Hipertensão
  • Doenças cardíacas
  • Infecções

► Para saber mais, leia também:

1. Conheça as principais contraindicações para implantes dentários

2. É possível fazer implante dentário em diabéticos?

3. Existe rejeição de implantes dentários?

10. Quais são os cuidados no pós-operatório do implante dentário?

Embora seja um procedimento considerado simples, a colocação de um implante é um procedimento invasivo. Por isso, é necessário tomar o devido cuidado no seu pós-operatório.

Por isso, assim que você fizer a cirurgia, é importante que você não faça esforços físicos intensos. Dessa forma, o ideal é ficar 48 horas em uma rotina mais tranquila. Além disso, não é recomendado falar muito nesse período. Converse apenas o necessário e abra pouco a boca ao falar.

O repouso no dia da cirurgia deve ser seguido, porém, é aconselhado ao paciente que ele fique sentado. Isso porque, se a pessoa ficar por muito tempo deitada, o inchaço pós-cirúrgico pode aumentar e ainda causar dores no local.

Em casos de dor, o ideal é que o paciente faça compressas de gelo. Além disso, o gelo também evita sangramentos, visto que comprime os vasos sanguíneos.

Não se esqueça de que também é preciso tomar a medicação prescrita pelo médico. Ela é importante para evitar infecções e diminuir a dor pós-cirúrgica.

A alimentação nas 24 horas após a cirurgia deve ser baseada em líquidos e alimentos gelados. Além disso, o paciente deve evitar mastigar no local da cirurgia, já que isso pode retardar o processo de cicatrização e afetar a sutura.

Outro fator importante no pós-operatório, é a higienização correta do local do implante. Na maioria dos casos é indicado o uso de um enxaguante bucal receitado pelo dentista.

É proibido fumar ou ingerir bebidas alcoólicas logo após o procedimento cirúrgico. Manter hábitos saudáveis influencia diretamente no resultado do implante.

Agora que você entendeu o porquê de cada recomendação do pós-operatório do implante dentário, confira o resumo de tudo o que é preciso fazer para evitar complicações pós-cirúrgicas:

  • Repouse bem nas primeiras 48 horas;
  • Evite esforço físico;
  • Faça uma líquida nas primeiras 12 horas após a implantação;
  • Consuma alimentos gelados;
  • Evite a exposição ao sol;
  • Evite conversar muito;
  • Tenha uma higiene bucal adequada;
  • não beba nem coma alimentos ácidos, quentes e duros nos sete dias seguintes após o implante;
  • não fume ou ingira bebidas alcoólicas em toda a fase de recuperação;
  • Se ocorrer sangramentos, comprima o local com algodão ou gaze por uma hora. Se o sangramento persistir, vá ao seu dentista.

11. Como deve ser higiene a manutenção do implante dentário?

O sucesso do implante dentário merece que você cuide dos seus dentes de forma a manter o resultado por muito tempo. Entre medidas para a manutenção do tratamento, estão a higienização correta dos dentes implantados, os cuidados com a mastigação (evitar morder alimentos muito duros como castanhas e cenoura) e, sobretudo, visitar regularmente o dentista. Com isso, a qualidade dos pinos e próteses implantados será preservada.

Os principais benefícios de fazer a correta manutenção dos seus implantes dentários são:

  • Aumentar a durabilidade do implante;
  • Preservar a estética do implante;
  • Evitar a fratura da prótese;
  • Prevenir a perda óssea.

Higienização correta dos implantes

Ao ocupar o lugar de um dente, o implante acumula resíduos de alimentos resultando em placa bacteriana e doenças na gengiva. Por isso, os cuidados devem ser redobrados.

Assim, higiene oral deve ser realizada diariamente, com escovação completa do implante de forma e uso regular do fio dental.

Para isso, é fundamental escovar os dentes após as refeições com escovas de cerdas macias, fazendo movimentos circulares e delicados. Com isso, evita-se o que é chamado de peri-implantite.

► Para saber mais, leia também: Implantes: como fazer manutenção e higiene?