Você já parou para pensar sobre quanto custa um implante dentário? Esse é um procedimento que além de devolver a estética do sorriso e a saúde bucal, também ajuda na capacidade de mastigação. 

Aliás, não conseguir mastigar os alimentos corretamente pode trazer complicações, como a dificuldade de digestão ou absorção de nutrientes. Como se sabe, a falta de dentes ainda pode causar problemas de autoestima ou prejudicar nos relacionamentos sociais.

Nesse sentido, quem preza pela saúde e por qualidade de vida, entende que o implante dentário representa um bom custo-benefício. Neste post vamos falar sobre os custos de um implante dentário e o funcionamento do tratamento. Quer se informar um pouco mais sobre o tema? Então, continue a leitura!

Como o implante dentário é feito e quando o tratamento é indicado?

O implante é um parafuso de titânio que é fixado na mandíbula ou maxila depois da realização de procedimento cirúrgico. Ele cumpre o papel de uma raiz dentária, já que por meio dele, a  prótese é fixada na boca do paciente e passa a cumprir as funções de um dente natural. 

Podem se submeter ao tratamento pacientes em idade adulta, que tenham perdido um ou mais dentes na boca. Inclusive, pessoas que perderam todos os dentes podem fazer um implante dentário. No entanto, para que o paciente possa receber os implantes, ele precisa estar com sua saúde bucal em dia.

A primeira etapa do tratamento é o planejamento, momento em que o dentista avalia a saúde bucal do paciente e pede os exames necessários para realizar o procedimento. A cirurgia para implantação dos pinos de titânio são feitas no consultório, sob anestesia local.

Normalmente, o paciente não sente dor e pode voltar ao trabalho alguns dias depois, mas é preciso seguir as orientações do dentista para evitar sangramentos e infecções.

Cabe observar que é normal aparecer um inchaço nos primeiros dias após o procedimento, mas o edema costuma desaparecer em poucos dias. Além disso, o dentista costuma prescrever medicamentos para ajudar na recuperação, ou  em casos em que o paciente sinta dores durante o pós-operatório.

Quais são os custos de um implante dentário?

Para saber exatamente quanto custa um implante dentário é necessário levar em conta todos os custos envolvidos. Afinal, fazer um implante não é somente ir ao dentista, fazer a cirurgia e pronto. Há outros procedimentos necessários antes e depois da cirurgia. Veja quais são os custos envolvidos.

Exames e radiografias

Para começar, antes de planejar a cirurgia, o dentista pede exames que comprovem uma boa estrutura óssea para receber os pinos de titânio. Então, o paciente precisa tirar radiografias, que podem variar de preço, dependendo da complexidade e do local onde serão realizadas. Dependendo da saúde do paciente, o dentista ainda pode solicitar exames de sangue.

Enxerto ósseo

Caso o paciente não tenha osso o suficiente, é necessário um enxerto ósseo. Esse procedimento vai aumentar os custos do implante, dependendo da fonte do material usado e da qualidade do material. 

Pino de titânio

Esse é o principal fator de influência no custo de um implante dentário. O pino de titânio é uma das peças mais caras do tratamento, pois ele é o responsável por manter o dente postiço fixo na boca do paciente. O valor do investimento para a compra do implante depende da qualidade do material, pois há diversas marcas disponíveis no mercado.

Prótese

A prótese é outro fator determinante no custo de um implante dentário. O valor de uma prótese também depende muito da qualidade do material, pois ela pode ser de resina ou porcelana e ainda da quantidade de próteses a serem confeccionadas. 

A qualidade dos serviços prestados pelo laboratório de prótese — responsável por confeccionar a peça — também influencia no valor final do tratamento. 

Cirurgia de implante

O dentista também cobra pelos seus serviços, pois para ser capaz de realizar uma cirurgia de implante, ele precisa passar por anos de faculdade e cursos de especialização. Então, o valor da cirurgia depende das qualificações do profissional e de sua experiência profissional.

A complexidade da cirurgia também conta pontos no valor final do tratamento, pois quanto mais complexo for o implante, mais complicada é a cirurgia.

Um paciente que depende de enxerto, por exemplo, precisa de uma cirurgia mais delicada, que exige mais conhecimento e habilidade do profissional. Então, nesse caso, o valor é diferenciado para quando o enxerto ósseo é necessário.

Medicamentos

Como dissemos em um dos tópicos acima, pode haver inchaço nos primeiros dias após o procedimento. Por isso, o dentista recomenda a medicação, tanto para o edema quanto para possíveis dores. Esses custos também influenciam no valor final do tratamento.

Então, qual é o valor de um implante dentário?

Vale lembrar que há diferentes tipos de implante, desde aqueles que podem ser colocados um ou mais dentes, até aqueles os quais são implantadas próteses totais. Além disso, quanto mais tecnologia for empregada em todas as etapas do planejamento do tratamento até sua execução, mais alto será o investimento.

E como já citamos, a qualidade dos materiais faz toda a diferença. Então, não adianta escolher o tratamento mais barato, pois se os materiais forem de procedência duvidosa, a durabilidade de seus implantes serão comprometidas. Ainda tem a questão dos materiais importados, que têm um custo mais alto do que os nacionais.

Em relação aos valores, é importante salientar não há um preço fixo. Um implante unitário pode custar, em média entre R$ 2.000,00 e R$ 5.000,00. Naturalmente, como comentamos acima, o valor depende de diversos fatores que vão desde o profissional escolhido à quantidade de materiais e técnicas necessários em cada caso.

É sempre importante prezar pela capacidade profissional de quem vai fazer seu tratamento. Por isso, antes de escolher um consultório, procure por boas referências e instituições de confiança. 

Agora que você sabe quanto custa um implante dentário, está na hora de escolher os profissionais certos para cuidar de seu sorriso. O Centro de Cirurgia Oral conta com uma equipe altamente qualificada. Entre em contato conosco para obter mais informações sobre nossos tratamentos.

 

A perda dos dentes pode acontecer por muitos fatores, como por exemplo: idade avançada, má higiene bucal e traumatismos. Mas, para essa situação, existe uma solução prática e eficiente: o implante dentário. 

Trata-se de um dos melhores tratamentos para quem perdeu um ou mais dentes e almeja obter um bom resultado estético e natural. Existem várias etapas para a realização do implante, todas são bem simples.

O tratamento consiste na colocação de um pino de titânio dentro do osso, que tem a função de substituir a raiz do dente. Em seguida, é colocado um encaixe de uma prótese artificial por cima do pino para substituir a coroa. As pessoas buscam cada vez mais por essa solução, pois o tratamento tem um bom resultado final.

Neste post, vamos falar sobre as etapas de um implante dentário. Confira!

Fase de preparação

A primeira etapa é a mais importante da cirurgia de implante dentário e consiste no planejamento prévio por parte do dentista.

Nessa fase, o paciente passa por uma avaliação. O dentista pode solicitar exames gerais de saúde (como, por exemplo, hemograma, coagulograma, glicemia ), para a certificação de que a pessoa está preparada para a intervenção cirúrgica.  

A colocação do implante é feita após uma avaliação da quantidade de osso na região a ser reabilitada, afinal, é necessária a certificação de que existe osso suficiente pra sustentar o implante. Essa avaliação é feita através de radiografias convencionais e tomografia computadorizada para identificar qual o modelo e o tamanho ideal do implante. 

Antes da realização da cirurgia, é necessário que o paciente tome alguns cuidados, conforme as solicitações do dentista.

Fase cirúrgica

A cirurgia acontece em um ambiente com fluxo controlado de pessoas, com o uso de aparatos técnicos esterilizados, que garantem toda a segurança do paciente. Essa fase é considerada uma cirurgia de pequeno a médio porte. Utiliza-se uma anestesia local para que o paciente não sinta incômodo ou dor durante o procedimento.

Após esse processo, é feito um pequeno corte na gengiva para expor o leito ósseo e, em seguida, utiliza-se pequenas brocas para fazer a perfuração do osso. O procedimento é feito por meio da expansão progressiva da cavidade para que possa receber o implante selecionado pelo cirurgião. Assim, o implante pode ser inserido na cavidade e, por fim, é realizada uma sutura na região. O procedimento dura cerca de 15 a 30 minutos.

Fase de reabertura

Essa fase é mais simples que a fase cirúrgica e equivale a uma segunda cirurgia menos agressiva que a primeira. Ela ocorre de três a seis meses após a primeira etapa. O tempo entre a primeira e segunda fase depende da resposta fisiológica do paciente e da marca do implante usado.

Esse procedimento tem por objetivo reabrir caminho para que os implantes possam receber as próteses dentárias em breve.

A cicatrização é previsível, tranquila e os riscos são menores do que na fase anterior. Desse modo, trata-se de uma cicatrização gengival,  importante para o sucesso estético na colocação das próteses.

Colocação das próteses

Após uma boa cicatrização, as próteses são confeccionadas e colocadas no implante dentário do paciente. O processo pode depender de duas ou três sessões para ser executado, não havendo risco ao paciente. Caso a pessoa sinta dores ou algum desconforto nessa fase do implante, ela deve comunicar o acontecido imediatamente ao dentista.

É importante lembrar que os implantes dentários são confiáveis, práticos e é muito difícil de ser perdido após sua colocação. Inclusive, a funcionalidade das próteses vai além da estética, pois ajudam também na saúde bucal.

Por isso, merecem bastante atenção durante o período de reabilitação. O que nos leva à próxima fase: acompanhamento.

Acompanhamento e manutenção

Assim que o implante e a prótese são colocados, é fundamental manter um acompanhamento regular com o dentista para a retirada e a limpeza da prótese.

Ademais, é essencial manter bons hábitos de higiene bucal para que o implante não seja infectado e perca a sua integração com o osso subjacente.

Pós-operatório e cuidados

Para que o pós-operatório seja tranquilo e sem problemas, é necessário seguir algumas dicas que são essenciais para que o implante não apresente maiores complicações e que fique adequado. Entre as dicas estão:

  • repousar de preferência na posição sentada, não baixar a cabeça por muito tempo e evitar fazer esforço físico;
  • Fazer compressas geladas na face nas primeiras 48 horas após a cirurgia;
  • se ocorrer algum sangramento, o ideal é comprimir o local com algodão e gaze durante uma hora. Mas caso o sangramento persista, consulte o seu dentista;
  • retornar para a consulta agendada com o profissional para acompanhamento, avaliação e remoção dos pontos;
  • evitar ingerir alimentos ácidos, quentes, crocante ou duro nos cinco a sete dias seguintes;
  • não fumar ou ingerir álcool durante toda a fase de recuperação;
  • não beber nada ácido ou quente nos primeiros cinco dias;

Como o dente de substituição é feito

Os implantes geralmente são feitos com titânio, um material que é altamente resistente ao tempo, além de ser leve, forte e não ser rejeitado pelo corpo humano.

Para a realização do implante, é necessário que se prenda um parafuso ao osso do paciente, e como o titânio apresenta propriedades de ser organicamente compatível, ele não oferece risco de rejeição.

A colocação de implante unitário fixo é o procedimento mais empregado. Nessa técnica, o parafuso de titânio é colocado no lugar do dente perdido. A colocação é feita alguns meses após a perda e a coroa ou prótese de cerâmica é colocada dois ou três meses depois. Durante o tempo intermediário acontece a união entre o osso e a superfície de titânio. Depois, a coroa de cerâmica pode ser cimentada ao implante.

Os implantes dentários suportam muito bem a colocação de dentes artificiais, além de ser uma boa substituição das dentaduras, que deslocam e podem causar muitos incômodos e desconforto. Eles aumentam a confiança do paciente para falar, além de devolverem a capacidade de mastigação dos alimentos.

Se você gostou do nosso conteúdo sobre as etapas do implante dentário, não deixe de conferir nossa publicação sobre como funciona o clareamento dental!

A bichectomia é uma cirurgia simples, que consiste na retirada da Bola de Bichat, também conhecida como corpo adiposo. Este é um tecido gorduroso análogo ao encontrado em outras partes do corpo, no entanto, não é utilizado como fonte de energia para os casos de perda de peso. Ou seja, elas não diminuem após o emagrecimento.

Muitas pessoas têm procurado e se perguntado como é feita a bichectomia, isso porque a retirada de gordura da região da bochecha pode melhorar o contorno facial, deixando o paciente com uma estética melhor, já que deixa o rosto mais alongado e afilado.

Além da questão estética, a cirurgia também é indicada para quem apresenta algum trauma na mucosa da bochecha (pelo fato dela ser grande, o paciente acaba mordendo a região).

Neste post, vamos falar sobre como a bichectomia é feita e quais os benefícios desse procedimento. Quer ficar por dentro do assunto? Então confira!

Como é realizada a bichectomia?

O procedimento é simples e geralmente é realizado por dentistas ou cirurgiões plásticos. O método começa com anestesia local podendo ser acompanhada de sedação e, a seguir, um pequeno corte é feito na cavidade oral, facilitando a manipulação e identificação do compartimento de gordura. As Bolas de Bichat são retiradas em volume variável, conforme a necessidade de cada paciente.

A cirurgia é rápida e tem duração entre 20 e 40 minutos, por isso não necessita de internação hospitalar. Dessa forma, o paciente recebe alta no mesmo dia do procedimento. Além disso, os pontos empregados no procedimento cirúrgico são absorvíveis, ou seja, não precisam ser retirados.

O pós-operatório costuma ser muito tranquilo e é bem parecido com a extração dos sisos, que consiste em inchaços e pequenos roxos nos primeiros dias. O restabelecimento é rápido, pode variar entre 5 e 7 dias, e não é preciso se afastar do trabalho, desde que o inchaço não seja um fator incômodo.

Os resultados aparecem após três semanas e a recuperação ocorre, aproximadamente, em até seis meses após o procedimento. O processo é definitivo, assim não há chances da pessoa voltar a ter a mesma bochecha após a extração.

Quais os benefícios da bichectomia?

Melhora a autoestima

É muito comum o paciente ter baixa autoestima e insegurança em relação à própria imagem, seja por causa das bochechas grandes, do rosto arredondado ou porque há alguma assimetria. Quando a pessoa está insatisfeita com a aparência, a bichectomia pode ser uma solução para ela voltar a admirar a própria imagem.

A cirurgia ajuda a alterar as características naturais da face, possibilitando modelar o rosto para que ele fique mais harmônico, jovem e delicado. Desse modo, o reflexo no espelho pode se tornar mais agradável, e, com isso, a pessoa se sente melhor, mais confiante e segura de si.

Deixa o rosto mais harmônico

As pessoas que apresentam um rosto redondo podem se incomodar com os seus traços. Assim, elas procuram pela bichectomia, pois o resultado esperado é um afinamento discreto do rosto, principalmente na região das bochechas, realçando a linha da mandíbula e as “maçãs do rosto”. Com isso, os traços da face ficam mais delicados e harmônicos.

É importante destacar que após os anos, o rosto sofre uma perda de gordura. Por isso, as pessoas que se submetem a essa cirurgia podem necessitar de preenchimentos posteriores, para recuperarem uma aparência mais jovem.

Traz resultados rápidos

Um dos grandes benefícios do tratamento são os resultados rápidos. Em relação a outras técnicas e cirurgias, trata-se de um método simples que também é realizado nos consultórios ondontológicos.

Esse ambiente tem muita estrutura para a realização dessa cirurgia, pois outras também são realizadas, como gengivoplastia, extrações de siso, gengivectomia, entre outras. Por isso, normas de segurança são seguidas e os materiais utilizados são esterilizados ou descartáveis, garantindo a proteção da saúde do paciente.

Em pouco tempo é feita a remoção da gordura da parte interna das bochechas e em três semanas os resultados aparecem.

Melhora a mastigação

Todas as pessoas têm as Bolas de Bichat, entretanto em algumas pessoas elas se desenvolvem de maneira exagerada, deixando o rosto muito volumoso e redondo. Com isso, a mastigação pode ser prejudicada, pois diminui o espaço intraoral.

A bichectomia não causa nenhum problema para a mastigação, pelo contrário, traz uma melhora funcional e acaba com as mordidas involuntárias na parte interna das bochechas, devido ao pouco espaço na boca.

Reduz a flacidez e “papadas”

Com o passar do tempo, a nossa pele perde a elasticidade e começa a acumular gordura até mesmo no rosto, e isso pode resultar em bochechas flácidas e caídas. Esse problema também acontece na região do pescoço e as “papadas” surgem.

Com a retirada das Bolas de Bichat a flacidez é controlada, os contornos e as maçãs do rosto voltam a ficar definidos e o pescoço também ganha mais firmeza. Como resultado, a aparência pode se tornar mais jovem.

Quais os riscos da bichectomia?

Existe um grande mito de que o procedimento é perigoso e cheio de riscos. Na verdade, a cirurgia não deve ser banalizada por tratar-se de uma cirurgia plástica como outra qualquer, tendo, assim, praticamente os mesmos riscos de qualquer outro procedimento cirúrgico. Os riscos estão relacionados a paralisa momentânea ou definitiva do rosto, sangramento e infecções, e lesões do ducto parotídeo e dos ramos bucais no nervo facial.

Esses acontecimentos podem diminuir a praticamente zero quando o procedimento cirúrgico é feito por um cirurgião plástico ou um dentista especializado, sendo utilizada uma técnica cirúrgica delicada.

Os ramos bucais que poderiam sofrer alguma alteração não são ramos únicos do nervo facial, e com isso, na ocorrência de algum imprevisto, a boca pode sofrer reinervação de outros ramos, voltando ao normal.

A bichectomia é um procedimento simples e que pode melhorar a mastigação e a aparência do rosto. Assim, não deixe de consultar um cirurgião plástico ou um dentista para que ele possa avaliar o seu caso.

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A visita a um dentista e a possibilidade de realizar qualquer procedimento que envolva anestesia dentária causa pavor em muitas pessoas, o que pode prejudicar tratamentos comuns, como a extração de dentes do siso.

Também conhecidos como terceiros molares ou dentes do juízo, o nascimento desses dentes costuma, em decorrência de sua erupção, causar dor leve à moderada e incomodar pacientes, que acabam recorrendo à cirurgia para removê-los.

Em uma consulta ao dentista, a extração também pode ser a alternativa mais recomendada quando houver condições como problemas para higienizar a região, desalinhamento nos dentes ou presença de cistos, ou tumores no local.

Anestesia é necessária para remoção do dente siso

Para tornar o procedimento viável, é imprescindível recorrer à anestesia. Na maioria dos casos de dentes do siso, utiliza-se sua versão local. Com ela, bloqueiam-se os estímulos nervosos responsáveis pela dor durante algumas horas.

Ao contrário do que os pacientes acreditam, a substância anestésica causa mais dor do que a perfuração da agulha em si, já que distende os músculos e tem composição ácida, capaz de despertar queimação antes que faça efeito. Para entender melhor como funciona a anestesia dentária e como ela é feita ao extrair os sisos, continue a leitura!

Quais são os tipos de anestesias dentárias existentes?

As anestesias locais dentárias promovem perda temporária de sensações e dores sem que com isso seja reduzido o estado de consciência do paciente. Cada caso é avaliado individualmente, de acordo com o problema apresentado pelo paciente e seu quadro clínico, analisado pelo dentista e são subdivididas em:

  • Anestesias tópicas: são aplicadas em pomadas ou géis, apresentam tempo reduzido de ação e são indicadas em procedimentos mais simples, como remoção de dentes de leite.
  • As anestesias injetáveis: são locais e têm efeito de duração médio entre duas e três horas. Podem, entretanto, atingir até dez horas de ação e se dividem nos subtipos de infiltração local, bloqueio regional ou bloqueio de nervo.
  • Anestesia sem agulha: consiste em um jato de líquido anestésico aplicado na pele por meio de um micro-orifício que penetra na mucosa e é borrifado sobre ela uniformemente, tudo em uma fração de segundo.
  • Sedação com oxido nitroso e sedação endovenosa: é feita à base de gás que contém óxido nitroso, não anula a dor, mas é capaz de relaxar o paciente para condução do procedimento, podendo ou não ser associada ao anestésico.

As anestesias dentárias podem causar efeitos colaterais?

A aplicação de anestesia dentária pode apresentar alguns incômodos e efeitos colaterais que variam de acordo com o organismo de cada paciente. Entre os mais comuns, estão a dormência que afeta os movimentos faciais, especialmente na região da boca.

Isso ocorre pelo fato de o tempo de duração do procedimento frequentemente ser inferior ao período de ação da anestesia dentária, fazendo com que o paciente sinta lentidão ao movimentar sua musculatura enquanto fala ou mastiga. Há relatos de dificuldades até mesmo de mexer a região dos olhos, tendo problemas ao piscá-los ou ao tentar fechá-los.

Inchaços e hematomas costumam ser relatados quando a aplicação da anestesia na pele acerta algum vaso sanguíneo do paciente, assim como em quaisquer outros tipos de injeções.

O nervosismo do indivíduo ou condições de seu organismo podem gerar também arritmias cardíacas, já que a anestesia é composta por substâncias vasoconstritoras, que afetam diretamente o ritmo dos batimentos do coração do paciente. Sua utilização na fórmula é necessária para que o organismo absorva o componente anestésico de modo mais lento e seguro.

Tonturas são efeitos colaterais que podem estar relacionados à dose ou à fobia do medicamento. Já reações alérgicas são raras, agravadas em detecções de inchaço nas vias respiratórias, normalmente podem ser evitadas com anamnese realizada pelo dentista.

A anestesia dentária em casos de extração dos sisos é contraindicada para:

Casos em que a anestesia para remover o siso é contraindicada

É raro que uma anestesia não funcione ou tenha seu efeito comprometido, mas alguns organismos podem apresentar resistência dificultando sua ação.

O que há de diferente na anestesia dentária em casos de extração dos sisos?

No caso do paciente que vai remover um ou mais dentes do siso, a anestesia é aplicada pelo próprio dentista em seu consultório e não requer uma estrutura hospitalar para atestado de segurança.

Feita com seringa carpule de metal, a anestesia é local e a extração de siso costuma levar de 60 a 120 minutos, em média.

Apenas quando o siso está em uma posição desfavorável pode ser necessário recorrer a uma cirurgia com anestesia geral, mas são casos raros, que passam pela avaliação do dentista a fim de proporcionar bem-estar ao paciente.

Para pacientes ansiosos ou que tenham fobia de agulha, hoje, felizmente, há opções mais tecnológicas confortáveis a quem se submete ao procedimento, como aparelhos computadorizados.

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Dr. Henrique Taniguchi | CRO 8865

O Dr. Henrique Taniguchi é um dos sócios-proprietários do Centro de Cirurgia Oral e possui 15 de anos de experiência na área da saúde.

É especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial pela USP, uma das mais renomados do país, além de Mestre e Especialista em Implantodontia pela Faculdade de Medicina e Odontologia de São Leopoldo Mandic (SLM/SP) e profissional certificado pela Associação Brasileira de Odontologia (ABO – GO) pelo curso de Imersão e Reconstrução Peri-Implantar.

Os sisos são os últimos dentes a nascer, e isso costuma ocorrer entre os 15 e 20 anos de idade. Por isso, é muito comum que não haja espaço suficiente para ele, causando dores, sensação incômoda e desconforto, inflamações ou, até mesmo, alteração do alinhamento da arcada, sendo necessária a extração!

A cirurgia de siso consiste na retirada dos terceiros molares, e para muitas pessoas esse procedimento é uma sensação de alívio. Apesar de tranquila e sem razões para temer, a extração dos sisos exige cuidados, sendo essencial cumprir as orientações do dentista para que não aconteça nenhum problema após a cirurgia e, também, para reduzir os desconfortos que a operação causa.

Se você vai passar por uma de extração dos sisos e quer saber mais sobre esse processo, não deixe de conferir o nosso conteúdo. Aqui, vamos falar sobre o que é necessário para a cirurgia, bem como ela é feita. Confira!

Quais os exames feitos antes da cirurgia?

A primeira fase de uma cirurgia para extrair o siso consiste em uma análise feita pelo dentista. O exame de imagem padrão é a radiografia que permite uma concepção melhor e mais clara da situação da arcada dentária.

Dependendo do caso, pode existir a possibilidade de outro exame que forneça ao cirurgião dentista mais detalhes para o seu planejamento cirúrgico. Nessa situação, ele pode solicitar uma tomografia computadorizada, que consiste em um exame complementar de diagnóstico por imagem.

Para que a cirurgia seja realizada com segurança, outros exames podem ser solicitados dependendo da situação do paciente. Por fim, com as informações corretas, o dentista entende e pode decidir a melhor forma de extrair.

O objetivo é apostar na prevenção de algumas complicações e evitar a dor que uma cirurgia pode proporcionar — quanto mais adequado for o procedimento, mais fácil será a operação e a recuperação.

Como se preparar no dia da extração?

Os cuidados pré-operatório devem ser avaliados com o seu dentista e é importante tirar todas as dúvidas. É recomendado não comer e beber nas horas que antecedem a cirurgia, mas, se não for possível, opte por uma refeição leve e ligeira. Evite tomar medicamentos, consumir álcool e tabaco até 12 horas antes do procedimento, e não se esqueça de escovar os dentes e usar o fio dental.

Após uma cirurgia oral, não é possível prever qual o estado do paciente no final da operação e, assim, recomenda-se levar um acompanhante ou solicitar alguém para buscá-lo no consultório.

Como é dada a anestesia?

A anestesia  faz com que os tecidos percam a sensibilidade por aproximadamente 180 minutos. A anestesia é local, administrada por injeção e aplicada nos lados de fora e de dentro da gengiva — no caso de sisos superiores, é aplicada também no canto do céu da boca e próximo ao dente.

Além da anestesia, você e seu dentista podem decidir usar algum sedativo para controlar o estresse. Caso seja utilizado, é preciso levar alguém que acompanhe você para orientar enquanto o sedativo ainda estiver fazendo efeito.

Como é o processo de extração?

Antes do processo, o dentista analisará se é necessário tomar antibióticos antes e depois da extração, caso apresentar algum sinal de inflamação ou cárie para a prevenção de infecções.

A cirurgia pode ser realizada de duas maneiras: se os dentes já nasceram e estão à vista, sua extração é feita do mesmo modo que se extrai qualquer outro; se estão inclusos, é preciso fazer uma incisão na gengiva e remover a parte do osso que se apresenta sobre o siso.

No dia da remoção, o dentista anestesiará a região e, logo depois, os siso serão soltos com um instrumento de extração, removendo-os com fórceps dentários. No caso dos dentes inclusos, é realizada uma incisão na gengiva até onde ele está localizado, para que possa ser retirado.

Depois da extração, o cirurgião vai suturar o local com pontos e utilizar uma compressa estéril para que o paciente possa morder para interromper a hemorragia.

Os dentes que estão erupcionados são retirados rapidamente e com uma recuperação mais fácil. Já o que está incluso pode demorar mais tempo e a recuperação é mais lenta devido a manipulação cirúrgica mais invasiva.

Quanto tempo dura a cirurgia de siso?

O tempo da cirurgia está relacionado ao grau de dificuldade de cada siso, se está incluso ou erupcionado na cavidade bucal. Outro fator é em relação ao grau de experiência do dentista, pois há cirurgiões e pacientes que preferem extrair os dois dentes de um mesmo lado em uma única sessão e, após alguns dias, remover os dois do outro lado.

Em geral, a cirurgia leva menos de 30 minutos em cada dente para ser realizada e, em alguns casos mais fáceis, dependendo do quadro do paciente, pode demorar até 5 minutos.

Quais as possíveis complicações?

Os problemas que podem ser comuns em todas as cirurgias são as infecções, mas além delas, podem ocorrer:

    • alveolite: pode aparecer quatro ou cinco dias após o procedimento e vem acompanhada de dores fortes. Acontece quando o coágulo de sangue que foi formado se desloca ou se desfaz;

    • parestesia: é bem rara e pode durar algumas semanas. Consiste em um dano nos nervos adjacentes ao dente que foi retirado, causando dormência na boca;

    • trismo: acontece quando a pessoa mantém a mandíbula bastante tensa durante a operação, ou quando a extração foi difícil. O paciente sente dificuldades em abrir a boca, prejudicando a mastigação e a alimentação.

Esses problemas são raros e podem ser evitados com medicação prescrita antes do procedimento, e depende da competência do dentista. Por isso, se você precisa realizar a cirurgia de siso, marque uma consulta com um profissional responsável. Ele poderá esclarecer todas as suas dúvidas em relação ao procedimento cirúrgico, além de explicar as possíveis complicações.

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