Enxerto gengival: como ele corrige falhas estéticas do sorriso?

  • O enxerto gengival reconstrói gengiva retraída ou atrofiada, corrigindo estética e função.
  • Existem 5 técnicas principais — a escolha depende do biotipo gengival e do objetivo (estético ou funcional).
  • O procedimento é feito sob anestesia e é indolor; o desconforto no pós-operatório é leve.
  • A cicatrização visível leva cerca de 45 dias; a maturação completa do tecido leva até 120 dias.
  • Recomendado antes de procedimentos como lentes de contato dental, facetas ou implantes.

Muitos pacientes possuem problemas gengivais decorrentes de traumas, acidentes ou doenças periodontais. Nesses casos, tanto a estética quanto a função dessa estrutura ficam prejudicadas e um enxerto gengival pode ser a única forma de solucionar esse problema.

Sem esse tratamento que corrige falhas e retrações, essas pessoas têm a sua qualidade de vida extremamente afetada, principalmente no âmbito social, porque suas gengivas serão um empecilho para que elas sorriam, falem e convivam com outras pessoas normalmente.

Está passando por esse problema e quer conhecer mais sobre o enxerto gengival? Continue a leitura e descubra tudo sobre essa técnica que vai harmonizar e recuperar o seu sorriso!

Enxerto gengival: reconstrução de gengiva retraída no CCO Goiânia

O enxerto trata-se de um processo cirúrgico de reconstrução da gengiva que está atrofiada ou retraída. Para que a técnica seja realizada da melhor forma possível e para que os resultados obtidos sejam duradouros e bem-sucedidos, é indicado utilizar material proveniente do próprio paciente, ou seja, sua própria gengiva.

Assim, esse procedimento é fundamental para a correção de problemas estéticos e funcionais e, aliado a um implante dentário, é a garantia da recuperação completa de um sorriso.

Quais são os benefícios do procedimento?

Os benefícios do enxerto gengival vão muito além da estética. As gengivas são fundamentais e a sua falta deixa a raiz dos dentes exposta, favorecendo o desenvolvimento de doenças como cáries, tártaro e placa bacteriana. Entre as vantagens agregadas pela técnica estão:

  • o recobrimento de raízes expostas devido a uma recessão gengival;
  • a reconstrução de regiões em que dentes foram perdidos;
  • o aumento de volume gengival em áreas de contato com próteses fixas;
  • a melhora dos resultados obtidos com as próteses dentárias;
  • a correção de gengivas acinzentadas ao redor de implantes dentários;
  • a prevenção de retração em pessoas que possuem uma gengiva muito fina.

Existe alguma restrição para a realização do enxerto gengival?

Algumas condições bucais são determinantes para possibilitar a realização de um enxerto. Conheça quais são os fatores que restringem essa cirurgia:

  • perda de papilas gengivais;
  • dentes em posição inadequada ou tortos;
  • placa bacteriana, gengivite e periodontite, causados pela falta de higiene bucal;
  • retração severa da gengiva.

Além disso, o biotipo da gengiva também é um fator que interferente para o sucesso de um enxerto. Não existem problemas no procedimento para pessoas que possuem gengivas bem grossas e firmes.

Os pacientes de gengiva fina, no entanto, estão associados a situações de recidivas e necessidade de repetir o procedimento. Nesses casos, é preciso escolher uma técnica diferenciada — mas nada que impeça a realização da cirurgia.

Como a cirurgia é realizada?

O pré-operatório

A única exigência é que, alguns dias antes de passar pelo procedimento, o paciente inicie o tratamento estabelecido pelo dentista com medicamentos anti-inflamatórios, os quais vão inibir essa reação fisiológica. O uso desses medicamentos se estende até o pós-operatório.

A cirurgia

Existem diferentes técnicas para a realização do procedimento, o qual costuma ocorrer em duas fases distintas: uma para a coleta de tecido e outra para o enxerto propriamente dito. Confira a seguir quais são os tipos de enxerto que podem ser utilizados.

TécnicaOrigem do tecidoIndicação principalPonto de atenção
Enxerto gengival livrePalato do próprio pacienteCasos não estéticosPode gerar diferença de cor/cicatriz
Enxerto de tecido conjuntivoParte interna da gengiva do pacienteCasos estéticos, raiz expostaTécnica mais indicada esteticamente
Enxerto pediculadoDente lateral à área tratadaProcedimentos menoresDepende de gengiva adjacente saudável
Enxerto de origem animalMaterial de origem animalNão aprovado no BrasilUso restrito a Europa/EUA
Enxerto biossintéticoMaterial sintéticoCasos pontuaisTecnologia ainda em evolução para volumes maiores

Enxerto gengival livre

Nessa técnica, são utilizadas porções de gengiva distantes do local que receberá a transferência. A região mais apta para a coleta é o palato (céu da boca), que possui gengivas em qualidade e quantidade suficiente. Um ponto negativo dessa técnica é que ela gera cicatrizes e colorações diferentes na gengiva, sendo indicada apenas para tratamentos não estéticos.

Enxerto de tecido conjuntivo

Esse tipo de enxerto não provoca os problemas de cicatrizes e coloração. Utilizando a parte interna da gengiva para o enxerto, essa técnica é ideal para corrigir a estética de gengivas retraídas e raízes aparentes.

Enxerto de gengiva pediculado

Indicado para procedimentos menores, o tecido retirado na técnica é proveniente do dente lateral à raiz que será recoberta.

Enxerto de origem animal

Não aprovada no Brasil, essa técnica é utilizada apenas na Europa e nos Estados Unidos. Com a desvantagem dos riscos de contaminação, os enxertos de origem animal apresentam o benefício de eliminar a etapa de coleta de tecido para  transferência.

Enxerto biossintético

Apesar dos avanços tecnológicos desses materiais, a utilização de enxertos biossintéticos ainda precisa evoluir bastante para atingir um nível adequado de recuperação de volumes maiores de gengiva.

Todo o procedimento é realizado sob anestesia, ou seja, é completamente indolor. O local em que foi retirado o tecido doador é suturado (feito pontos), assim como a região que recebeu o enxerto, a qual é recoberta ainda por cimento cirúrgico, um produto que serve como uma barreira de proteção.

O pós-operatório

Após passar por um enxerto gengival, o paciente deve tomar alguns cuidados importantes para que o tecido enxertado não sofra deslocamentos. Para isso, o paciente será restrito de movimentar excessivamente os seus lábios por sete dias e deverá voltar ao consultório odontológico pelo menos duas vezes nesse período para que a limpeza do local seja efetuada.

Passada a primeira semana de pós-operatório, o paciente já pode retomar a sua escovação habitual. Nos primeiros sete dias, também é recomendado que o paciente permaneça em repouso, com suspensão de atividades ocupacionais e sociais.

Além disso, existem algumas recomendações quanto aos alimentos que podem ser consumidos, as quais excluem comidas muito rígidas e quentes nas duas primeiras semanas após o procedimento para evitar inchaços, sangramentos e para que os pontos não arrebentem.

Sentir algum desconforto na região em que foi coletada a gengiva é uma situação bastante frequente, mas o local que recebeu a transferência de tecido raramente manifesta dor. Ademais, o período de pós-operatório é simples e raramente provoca complicações como infecção ou inflamação.

A cicatrização

A cicatrização acontece em duas fases diferentes. Nas primeiras três semanas de pós-operatório, um pouco de inflamação no local é visível, a qual cessa após esse período. Quarenta e cinco dias após passar pelo procedimento, já não há nenhum vestígio de que a cirurgia de enxerto gengival foi realizada.

No entanto, apenas após 120 dias, ou seja, quatro meses, é que o paciente está liberado para realizar procedimentos odontológicos como a inserção de lentes de contato, facetas laminadas dentais ou implantes osteointegrados, os quais exigem uma maturação definitiva do tecido.

Perguntas frequentes sobre enxerto gengival

O que é o enxerto gengival?

É uma cirurgia de reconstrução da gengiva retraída ou atrofiada, geralmente usando tecido do próprio paciente, para corrigir estética e função.

Como é o enxerto gengival antes e depois?

Antes do procedimento, a gengiva pode apresentar recessão, raiz exposta ou volume irregular. Depois, o tecido enxertado se integra gradualmente: a inflamação visível diminui nas primeiras 3 semanas e, em cerca de 45 dias, não há mais sinais externos da cirurgia. Resultados variam por caso — converse com seu dentista sobre a sua situação específica.

Como é a recuperação do enxerto gengival?

Nos primeiros 7 dias, o paciente evita movimentar excessivamente os lábios e retorna ao consultório para limpeza. Nas 2 primeiras semanas, recomenda-se evitar alimentos rígidos ou muito quentes. A maturação completa do tecido leva até 120 dias.

A cirurgia de enxerto gengival dói?

O procedimento é feito sob anestesia e é indolor. No pós-operatório, o desconforto costuma ser leve e concentrado na área doadora do tecido.

Quais são os tipos de enxerto gengival?

Os principais são: enxerto gengival livre, enxerto de tecido conjuntivo, enxerto pediculado, enxerto de origem animal (não aprovado no Brasil) e enxerto biossintético. Veja a tabela comparativa acima.

O enxerto gengival tem restrição?

Sim. Perda de papilas gengivais, dentes tortos, gengivite/periodontite ativa e retração severa são fatores que podem restringir a indicação. A avaliação clínica define o melhor momento e técnica.

Quanto tempo leva para o enxerto gengival cicatrizar?

A inflamação visível cessa em cerca de 3 semanas. Em 45 dias, não há mais vestígios externos da cirurgia. A maturação total do tecido, necessária antes de procedimentos como implantes ou facetas, leva até 120 dias.

Enxerto gengival precisa de acompanhamento com periodontista?

Sim, o acompanhamento profissional antes, durante e após o procedimento é essencial para o sucesso do tratamento e para definir a técnica mais adequada ao seu caso.

Passar por uma cirurgia de enxerto gengival é a solução para recuperar uma gengiva que foi afetada funcional e esteticamente. Além disso, essa técnica pode ser utilizada como uma etapa de preparação para a realização de procedimentos odontológicos como o implante, o qual fornece um sorriso bonito, harmonioso e uma dose de autoestima e qualidade de vida para o paciente.

Atendimento em Goiânia (GO): o CCO — Centro de Cirurgia Oral realiza avaliação de enxerto gengival com acompanhamento de periodontista na clínica em Goiânia. Agende sua consulta pelo WhatsApp.

Agende sua avaliação de enxerto gengival pelo WhatsApp ou fale com o CCO e tire suas dúvidas.

Agora que você já descobriu tudo sobre o enxerto gengival, que tal saber mais sobre outro tipo de procedimento: o enxerto ósseo? Confira agora mesmo o nosso artigo sobre o assunto! Você vai adorar!

Revisado por: Dr. Luis Francisco Coradazzi — CRO-GO 7747. Atualizado em: setembro de 2026. Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento odontológico presencial. Resultados variam de paciente para paciente.