Implantodontia: a arte de reconstruir sorrisos

O Brasil já é o segundo colocado no ranking mundial de implantodontia, com um milhão e trezentos mil implantes ao ano, perdendo, apenas, para os Estados Unidos, com dois milhões.

Isso quer dizer que o povo brasileiro, apesar de todas as suas dificuldades em relação a outros povos, valoriza seu sorriso e sua saúde bucal.

Conheça mais sobre a história da implantodontia e os rumos que ela poderá tomar no futuro!

História da Implantodontia

O primeiro indício de uma reabilitação simples e unitária, sem presença de amarrilhas, sendo portanto o mais próximo do que podemos chamar de “implante”, vem da época dos incas em 600 a.C. Eles esculpiam conchas e provavelmente instalava-as por meio de marteladas.

Com a Revolução Industrial, surgiram as técnicas de implantes agulhados, justa-ósseos e laminados que utilizavam vários tipos de ligas metálicas para a fixar próteses dentárias no osso da mandíbula ou maxilar mas sem grandes sucessos duradouros pois logo sofriam corrosão em contato com o tecido mole da boca.

Foi em 1965 que o Professor Per-Ingvar Brånemark, à frente de um grupo de pesquisadores da Universidade de Gotemburgo (Suécia), iniciou os estudos que culminaram com a descoberta da Osseointegração. Ele investigava a microcirculação sangüínea em tíbias de coelho com ajuda de uma câmara de observação em titânio, quando percebeu que o metal e o osso se integravam perfeitamente, sem haver rejeição.
 
Batizada como Osseointegração (do latim os, osso), a técnica tem sido aperfeiçoada nos últimos 40 anos pelos cientistas, que criaram o mais avançado sistema de prótese fixa da história reabilitadora da Odontologia mundial.
 
O primeiro paciente a testar a nova técnica foi Gösta Larsson, que decidiu candidatar-se como voluntário a participar dos estudos iniciais. Ele perdeu todos os dentes da mandíbula aos 34 anos, apresentava fissura palatina, maxila e queixo deformados, sofria constantemente com dores, tinha consideráveis dificuldades para se alimentar e falar.
 
Foram colocados então, quatro implantes em sua mandíbula que serviram para conexão de uma prótese fixa. Após o procedimento, Larsson passou a mastigar, comer, falar e teve uma vida saudável até 2006, ano de sua morte.
 
 
 


Caminhos futuros da Implantodontia

 
A  Implantodontia é um ramo da odontologia que está em constante evolução de conhecimento. Em várias partes do mundo, dentistas, médicos, cientistas e pesquisadores vão melhorando as técnicas atuais e se encontram em congressos para atualizar as descobertas e estudos. A proposta é única: como diminuir o tempo de cirurgia e recuperação, o nível de invasão, melhorar a durabilidade dos materiais, tornando-os cada vez mais acessíveis.
 
Veja algumas pesquisas e descobertas mais recentes na Implantodontia:
 
 
  • Nanodiamantes: pesquisadores da Ucla descobriram que diamantes em pequenas escalas, menores do que as utilizadas em joias, poderiam ser usados para promover o crescimento do osso e a durabilidade dos implantes dentais.

 

  • Chiclete: uma goma de mascar desenvolvida por uma equipe de pesquisa farmacêutica na Universidade Julius-Maximilians em Würzburg, na Alemanha pode detectar inflamações no implante dentário. Na prática, o teste funciona da seguinte forma: se houver inflamação na cavidade oral, um agente amargante é liberado enquanto se mastiga o chiclete. Os pacientes podem então visitar seu dentista, que confirmará o diagnóstico e tratará a doença. Este tipo de detecção precoce visa prevenir complicações graves, como perda de osso.

 

  • Células-tronco: pesquisadores do centro médico da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, anunciaram, há alguns anos, a descoberta de um sistema que permite guiar a trajetória das células-tronco para um molde tridimensional e, no futuro, será possível fabricar dentes artificiais que se tornam anatomicamente corretos – adaptados para a região da boca onde foram colocados – em apenas nove semanas após o implante, e que serão desenvolvidos dentro da própria boca.

 

  • Dentista- robô: um robô dentista chinês foi desenvolvido pelo Hospital Stomatológico Afiliado da Quarta Universidade Militar Médica em cooperação com o Instituto Robô da Universidade Beihang, em Pequim. A margem de erro do aparelho é de 0,2 mm a 0,3 mm; índice menor do que o humano. O objetivo é que o dispositivo ajude a China a superar a falta de dentistas qualificados.

Mas não espere o futuro chegar para ter o seu sorriso de volta. Atualmente as técnicas de implantes dentários já estão bem avançadas, com pequenas taxas de rejeição, são indolores e com período de recuperação pequeno.

RT. CRO-GO-EPAO-425 C.D. Luis Francisco Coradazzi CRO-GO-CD-7747

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