Clareamento Dental: Mitos e Verdades

Quer fazer um clareamento dental? Bem vindo ao time: de acordo com dados fornecidos pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), a busca por clareamento com profissionais de odontologia aumenta na ordem de 30% ao ano no país.

Veja aqui 8 mitos e verdades para você não errar o tom do seu sorriso!

1. Dá pra fazer o clareamento usando fitas que você compra em farmácia.

Mito.  As fitas têm em sua composição o mesmo composto químico que é utilizado no procedimento convencional feito em consultório odontológico, mas em menor dosagem. E se for usada com frequência pode causar sensibilidade e desgaste do esmalte dentário. Além disso, só alcança os dentes frontais e acaba não clareando o restante. O efeito tem duração bem inferior se comparado a outros tipos de clareamento feitos pelo dentista.

2.  O clareamento dental estraga os dentes.

Mito. O tratamento remove a pigmentação que está presa na superfície dental. O gel clareador penetra na “trama” do esmalte (parte mais superficial do dente), quebra as moléculas de pigmento permitindo que elas deixem essa “trama” e devolvam a cor natural do elemento dentário.

3. Posso fazer o clareamento dental em casa.

Verdade. Desde que tenha passado por uma avaliação do dentista antes. Desde a resolução da ANVISA, publicada no Diário Oficial da União em 6 de fevereiro de 2015, a venda de clareadores é realizada apenas sob prescrição do cirurgião-dentista. Existem duas formas de realizar este procedimento: através de moldeiras de silicone em casa e em sessões no próprio consultório odontológico.  A diferença entre elas está na concentração do produto clareador: no consultório se usa peróxido de carbamida a 35% e nas moldeiras em casa geralmente a 16% ou 22%. O cirurgião-dentista fará a melhor indicação para cada caso.

O clareamento caseiro sem o acompanhamento do dentista pode causar inflamação nas gengivas, sangramento e, até mesmo levar a ulceração e necrose da pulpa (apodrecimento da polpa).

4. Todo mundo pode fazer clareamento dental.

Mito. Pessoas com diagnóstico de  periodontite, gengivite ou cáries, precisam tratar essas doenças antes de fazer o clareamento. Gestantes, lactantes e crianças com menos de 10 anos não podem realizar o procedimento. Caso haja um  grande número de restaurações, facetas, coroas e outros tipos de restaurações dentárias, o cirurgião-dentista irá orientar o melhor plano de tratamento.

5. Pode comer e beber de tudo após o clareamento dental.

Mito. Deve-se resgardar durante e nas primeiras semanas após a ultima sessão do tratamento de alimentos que pigmentadores dos dentes: café, chá, vinho, refrigerante, frutas cítricas, chocolate, beterraba, acúcar e produtos com corante. Deve-se evitar o fumo durante e após o tratamento.

6. Carvão ativado funciona?

Mito. Essa substância é formada por pequenas pedras de carbono e é extremamente abrasiva, podendo estragar irremediavelmente o esmalte dos dentes. O que acontece é que o efeito corrosivo do carvão gera a remoção da camada superficial dos dentes. E a longo prazo, os dentes se tornam frágeis e quebradiços.

7. E água oxigenada com bicarbonato de sódio?

Mito. Você poderá até notar um clareamento momentâneo com o uso deles, mas que pode gerar um efeito rebote no futuro. Esses métodos causam abrasão na dentina, mas não uma abrasão eficiente quanto o ácido de consultório, porque essas substâncias não vão chegar aonde deveria chegar o desgaste do esmalte. Deixam então a dentina exposta superficialmente onde os pigmentos vão grudar com maior facilidade.

8. E as pastas de dentes branqueadoras, funcionam de verdade?

Mito. Elas não têm o efeito de um clareamento feito em consultório, mas diminuem os tons mantendo a cor original dos dentes. Elas removem manchas da superfície mais externa dos dentes que são causadas por acúmulo de biofilme dentário (placa bacteriana). Elas têm uma menor concentração de agentes oxidantes, como os peróxidos, apenas 2%. Também só funciona para adultos com dentes naturais, sem recessão gengival e sensibilidade dentária.

Não brinque com coisa séria! Às vezes, um sorriso branco não vale o risco de uma saúde bucal debilitada. Faça seu clareamento com um especialista. Ele poderá lhe indicar o tratamento mais seguro a ser feito, além de encontrar o tom de branco que combine com o tom da sua pele.

 RT. CRO-GO-EPAO-425 C.D. Luis Francisco Coradazzi CRO-GO-CD-7747